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Abro mão da miséria lunática social, para nutrir-me da essência regada pela fantasmagórica poetização mundial, ainda que seja criada apenas por mim.
Interiorana do Estado de São Paulo, faço do meu nicho social, minha revolução.

Kim Walachai

Um café, uma xícara e Eu.

"A EXISTÊNCIA CARACTERIZA O REAL... MAS O SURREAL, NÃO ANULA O QUE DE FATO EXISTE!"

sábado, 30 de abril de 2011

Tereza, sem 'h'



A saia branca rodada, indica festa na avenida.
Os bordados na borda de cada vestido Dela, são coloridos por demais!
O cabelo solto e todo cacheado, é sinal de que veio pra conquistar.
Aquela flor no topo da orelha e testa, é um charme só Dela, pra enriquecer o visual.
Ela?
Ela é Tereza!

Meio loura, meio parda, toda negra. Verdade seja dita: Tereza é uma linda mulher!
Canta e encanta a cada dois passos, passados pelas ruas daquele Sertão.
Carrega a criança no peito, sem medo de estirar-se ao chão.
Chega na roda, toda rodada, inventa alguns outros passos e sorri de montão.
Ela?
Ela é Tereza!

Os moços mascarados pelas rugas do tempo, apreciam suas pernas.
O sol do meio-dia ao dia inteiro, sorri pra Tereza.
Fazendo um agrado, a moça se agita e retribui com sua beleza.
Ela?
Ela é Tereza!

A música ao fundo, grita e compartilha da sua felicidade com Tereza...

Ela?
É muita Tereza!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

-- Jorge --



"- Moço que horas são?
- Passa das dez!
- Então falta muito "pra mim"... obrigado!"
...

O nome Dele é Jorge.
Jorge é inquieto, curioso, confesso que até meio suspeito.
É engraçado, engraçado por demais!
Vivo rindo com Jorge. Não da cara Dele, mas com Ele!

Jorge gosta de muita gente!
Por exemplo, gosta do Lúcio, do João e da Maria.
O problema de Jorge, é que Ele não ama ninguém!
Se ama, Ele finge, esconde ou me engana muito bem!
Jorge é "marqueteiro" e tem uma lábia infinita pra conquista.

Maria por sua vez, é danada!
Ela sabe que Jorge gosta Dela, mas também sabe que Ela não amaria Jorge.
Sendo assim, Jorge não ama Maria, mas sonha com as pernas Dela.
Ah! Mas Maria namora e o namorado Dela, sabe de Jorge.
Mas disfarça muito bem....

Ai tem o João.
Jorge diz não amar João, mas confessa que fica com Ele às vezes!
João diz não amar Jorge, mas joga esse jogo como ninguém!
Talvez, João só não queira que Jorge saiba, o quanto Ele o ama.
Ou talvez, Jorge não queira que João o ame!
Mas às vezes, Eles brincam juntos!
E jogam muito bem!

Jorge ainda gosta de Lúcio.
Lúcio é o que menos entende Jorge.
Na verdade nem Eu entendo!
Jorge queria namorar o Lúcio, mas o Lúcio não sabe disso!
Talvez até saiba, mas finge não saber.
Lúcio é o mais 'ausente', por mais presente que seja!
Fato é, que Jorge é tímido e Lúcio também, assim, ninguém faz por onde.

E tem mais!
Jorge tem um ex- paquera.
O Lucas, que inferniza a vida de Jorge e acha que Ele namora o Lúcio!

OLHA QUE DOIDEIRA!

Jorge não ama ninguém, mas tem todo mundo!
Jorge gosta de todos, mas não é de ninguém!
Ou será que Jorge não tem ninguém e ama à todos?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conto para Sophia

Moça na janela, Salvador Dali

Entrava e entra pela porta dos fundos.
Como quem se esquece de que o silêncio pode ser tão agudo quanto o grito.
E com os olhos amargurados movidos pelo vento, Ela se desfaz!
Ela seduz e se reduz a pó!
É um vão da porta, uma brisa das árvores, um canto maldito!
Ela caminha, vagarosamente e trêmula. Ela liga e desliga os versos de sua mente.
Está só de passagem, mas nunca passa!
É um arco-íris, que move aquelas montanhas que Ela tanto gosta.
Sophia olha pela janela, o que por direito é Dela, mas não está lá fora!
Sophia erra!
Ela sangra agora, como quem olhasse pra si, sem se ver.
Dói, mas Ela não chora. Aliás, Ela se arrepia.
Sophia, boneca Sophia.
Meio cera, meio parafina, meio segredo e muita verdade e muito anseio.
Só Sophia!

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo(s).


Saudade da boca amargando com o sabor enérgico do café preto.
Foram tantos cigarros entre os dedos e a boca, que não se mede mais o tempo e espaço.
Sem contar as mobílias espalhadas pelo quarto, sem nada sair do lugar!
E ainda o canto indecente chorado e preso na garganta durante mil e uma madrugadas.

Hoje é domingo, que merda!

Ouço vozes e passos, que mal me deixam escrever!

Odeio os domingos!

Sinto falta da minha rata, a Loren, lembra?
Falta... sinto Ela longe daqui.
Tenho a Outra, aliás As Outras!
Amo tanto!
Falo de quem está comigo o tempo todo/quase e sempre!
Lassie, claro que é dela que falo!
Quem seria?
Ah! Tem minha musa, minha companheira (não preciso nomear), fica guardada no meu peito.
Ela sabe que é ela, não é meu amor?
Então...

Domingo!

Até quando chove, é quente feito o inferno!
E quando faz calor, o dia parece morrer!
Credo! Domingo(s).

Não! Na verdade não odeio os domingos.
Só não gosto tanto, quanto os outros dias.
Sei lá, não gosto muito!

Hoje é domingo.
A TV poderia parar de funcionar!
Telefones não deveriam tocar, aliás, só quando fosse um convite, ai sim!
Domingo é tedioso!

Mas são apenas domingos...

Hoje, hoje é domingo.

sábado, 9 de abril de 2011

É um ciclo -- Eu sei -- mas e daí?

Frágil
É um medo, uma vontade de existir ainda mais!
Este tal lance de morrer é tão preciso, mas tão chato!
Corta todo o barato de continuar correndo atrás do que se deseja...
É um ciclo -- Eu sei -- mas e daí?
Não ligo pra ciclos!
Quase sempre eu desalinho tudo mesmo e vou contra as moralidades.
Mas da morte nem mesmo Eu posso fugir.
Já me mataram mil vezes e ainda estou aqui.
Que sorte a minha!
Mas uma hora eu morro mesmo!
Morro, porque tenho de morrer...
É um ciclo -- Eu sei -- mas e daí?
Tenho ódio toda vez que fico pensando nisso...
... coisa de morte, sabe?
Que raiva!
Deveríamos apenas viver e na hora da morte, nem saber que estamos morrendo.
Sei lá, coisa chata isso!
Não gosto, desculpe se você é mais um desses que curte as teorias de que...
"É um ciclo".
É um ciclo -- Eu sei -- mas e daí?

*É egoísmo nossa vida estar na mão de 'alguém'.
É um ciclo -- Eu sei -- mas e daí?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

-- Minha branca preferida --

Cheiro de alecrim 
Passei por acaso nos vestígios da minha branca predileta!
Tem quem vai até achar estranho e eu nem ligo!
É porque gosto dessa branquela!
Ela me entende, chora por mim e comigo, é uma flor!
Amiga... sim essa é amiga!
Segurou meu tombo e me guiou até lá...
Me amou, me riu, riu de mim, comigo e deve até ter me odiado.
Como eu gosto, sinto saudades e a gente mal se vê.

Haha! Olha a gente ai, curtindo um som!
Eita branquela saudável, louca e toda satisfeita!
Ela tem mil amores e dentre eles eu!
Não é amor assim não queridinha, é amor maior!
Ela até entende quando eu falo: " hoje não dá, fica pra próxima ok? "
Ela sempre sorri e diz: " Tá né, mas na próxima você vai! "
E eu sempre/quase nunca vou!
Só lembro dela repetir incansavelmente: " Kim deixa rolar, vamos curtir!"
Ela sempre me diz isso!
Branquela preferida, é ela... minha amiga!

Dani Dominique falando da Kim:


"Estava eu, caminhando em direção a Banca do Campolim, quando escuto alguém me chamar... Olho pra trás e lá está ela. Esta criatura que aparece e desaparece na minha vida, assim, do nada. E dessa vez, estava tudo igual e diferente ao mesmo tempo. Onde está aquela boêmia que vagava pela noite, naquela bagunça do campolim? Mas ainda é uma pessoa que me encanta e me fazia morrer de saudades... Mesmo com a garganta ferrada, sua voz é incrível e foi ótimo poder ouvi-la pelo restinho de tarde. Estava com saudades mesmo, gosto da sua companhia."

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cometendo "Sincericídio"


Eis uma tristeza irrevogável, que atinge e assola a minha mente e coração.
É uma disputa entre o "certo e o errado", onde o que vale mesmo, é ser coerente!
Há até uma deficiência na honestidade comigo mesma. Sou inconstante, instável e tenho andando, pouco precisa, meio "fora de alcance".
São muitos gestos, inúmeras histórias e milhares de desejos!
É um ritual complexo e nada perfeito! Aliás, é repleto de imperfeições!
Chega a ser um rascunho, muito do sacana! Me acabo nessa sacanagem!
Quanta tortura meu Deus! Que gostoso tudo isso, mas que medo!
Às vezes só imagino, depois desconverso e finjo esquecer.
Não sei quanto tempo vai durar. Não há como saber e confesso que não quero que acabe! É uma sensação boa, sabe?
Sei que é uma negação daquilo que também me faz bem, porém também me faz mal.
Credo! Quanta necessidade de ausência! Tenho tanto, que até sobra! Preciso doar, mas e esse egoísmo que não me deixa?
Acho que vou jogar pela janela um pouco "disso", quem sabe assim, o vento sopre pra longe e faça com que um próximo pássaro se alimente daquilo que é ou apenas nunca foi meu.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Inalcançável Você"



E se eu te disser que eu quero aprender a me
Amar e te amar também ao mesmo tempo?
Você teria tempo?
Os seus lugares são belos
Os seus gestos são tão naturais
Boquiaberto me travo
Por me ver a te admirar demais
Eis que fico fraco
Eu inventei o inalcançável você
Tudo se faz tão perverso
Qualquer impulso meu dilui-se no ar
O igual-pra-igual espontâneo
Perde espaço pro desejo de acertar
E quanto mais espero, mais me nego e mais
Me faço afastar
Eu inventei o inalcançável você
Me fiz escravo do meu medo de ser
E agora preciso me permitir
Pra parar de sofrer
E viver o que é belo em mim
Deixar o medo morrer
E ser o que eu posso ser, enfim
Mas se eu te disser que eu quero aprender a
Me amar e te amar também ao mesmo tempo?
Você teria tempo?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Inquiete-se!

Peter Tosh

Movimente-se...

Argumente-se e se?
E então, futuramente [...]

Paralise, não rebobine a fita!
Continue [...]
Sendo que?

Vagarosamente corra, de va gar [...]
[...] ando! De va gan do [...]

Inquiete-se!
Desassossegue o sossego!

Inquiete-se!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Caminho curto pra prolongar histórias



Tem quem conte histórias, como se contasse estrelas.
Talvez pela maneira singular que as estrelas morrem. 
É o processo! 
Aquele caminho curto pra prolongar histórias.
Salivam dizeres, que nunca dizem.
Se ao menos escrevessem [...]
Das peripécias que todos observam,
mas ninguém se arrisca a pegar.
Afinal, somos todos assim:
"Uma passagem do tempo. Meio cá, meio lá."

sábado, 2 de abril de 2011

CCaCCoSS (Bruno De Ramos)


Ele se faz e se desfaz em dizeres.

São versos Dele, Meu, são nossos!

Agradeço ao sorriso sincero,

que tirastes de mim na calada noite de hoje.

Obrigada meu amigo.


Céu de Kim

Passava perto de uma janela certa vez, quando avistei uma poetisa deitada na grama. Ela olhava as suas estrelas do céu noturno com seu violão do lado, algumas folhas rabiscadas na mão, um só lápis e uma caneca que, pelo cheiro, era café preto. Da Janela de poucos dígitos, não a vi rabiscar seu papel, não a vi beber seu café, não a vi tocar uma única corda; porém, deleitei-me ao ler o que a poetisa escreveu com o céu, ela dizia: "Às vezes vejo uma estrela, achando estar lendo um poema. Troco também as cores por canções, quase sempre sussurro versos desenhados no céu"... Foi assim que descobri mais tarde o céu dos poemas; e onde os poetas hão de morar.

(Dedicado a minha grande amiga, poetisa, Kim Walachai ; que tão bem escreveu essa citação em destaque)